sábado, 13 de março de 2010

Cap. 22 - Honra

Aqui é a outra autora falando!
Gente, por favor, nos desculpem pelas bagunças de postagens, é que depois que nossas aulas começaram tudo ficou mais complicado, principalmente postar duas vezes na semana (estudamos ambas em período integral, e eu moro sozinha, sem pc).
Continuem deixando comentários, pois como já dito, é nosso incentivo =)
A história está chegando próxima de um fim!

Dessa vez havia seis pessoas no recinto.
De um lado da mesa, Rita, José e o advogado, Rodrigo.
Do outro, Luís, Maria, a vizinha e um advogado que contratara recentemente, Ricardo.
Rita parecia bastante preocupada com a situação. Estava inquieta e não tinha o mesmo sorrisinho da última reunião.
Como o prazo para recorrer era de quinze dias, Luís marcou para o sábado. Não fazia idéia do que daria aquela história, mas se Rita realmente estava o traindo, saberia hoje. Também não tirava da cabeça que na segunda-feira encontraria os pais de Sabrina. Mas agora precisava se concentrar em ter pelo menos direito a ver os filhos uma vez por semana. Além de manter parte dos bens. E por falar nos filhos, Luís havia telefonado para a filha mais uma vez. Isso seria muito importante hoje.
- Estamos aqui devido ao direito de recorrer exercido pelo senhor Luís Pedro. – disse Rodrigo – Dessa vez contamos com a presença de José Henrique de Almeida e Maria Aparecida Carvalho, testemunhas de Rita e Luís Pedro, respectivamente
- É um absurdo. – reclamou Rita – Já não resolvemos tudo na última reunião? Ele já não disse que me traiu? O que temos a decidir ainda?
- Senhor Luís Pedro, nega que tenha traído sua mulher?
- Não. – ele disse, juntando as mãos sobre a mesa – Não é por isso que resolvi recorrer.
- Então por que?
- Meu advogado falará por mim.
Ricardo levantou-se e abriu uma maleta. Tirou de lá um gravador.
- Tenho indícios que levam a acreditar que a senhora Rita também vinha traindo seu esposo. E se acaso essa suspeita se confirmar, a repartição de bens sofrerá um pequeno ajuste.
- Que absurdo! Como ousa fazer essa acusação contra mim, seu cretino!? – bradou Rita – Depois do que me fez tem coragem de dizer que te traí?
- Por favor, senhora, não me interrompa. – pediu Ricardo – Será que o doutor Rodrigo pode repetir há quanto tempo a testemunha disse conhecer e ser amiga da família de Rita?
- Quatro meses. – respondeu Rita antes do advogado – Meus filhos podem confirmar isso.
- Senhora Maria Aparecida. – disse, voltando-se para a vizinha – Pode nos dizer há quanto tempo tem visto a testemunha visitar a casa da senhora Rita enquanto Luís Pedro não estava?
- Mais um menos um ano.
- Mentira! – bradou Rita – Liguem pra minha filha, ela vai confirmar, só conheço José há quatro meses!
- Pode nos dizer – continuou o advogado de Luís, ignorando Rita – a que horas a testemunha chegava e partia?
- Lembro que ele chegava depois das crianças irem pra escola e ia antes de voltarem.
- Isso explica então por que as crianças só o conhecem há quatro meses, creio eu.
- Grande coisa, não pode provar nada com isso!
- Será que a testemunha pode então repetir o que disse sobre Rita na última reunião?
- Claro. – respondeu José – Ela saía do trabalho cedo pra ir pra casa ver os filhos. É uma mulher dedicada á família e nunca faria uma coisa dessas. Ia do trabalho pra casa e de casa pro trabalho, sempre.
O advogado então apertou um botão no gravador. Era a conversa que Luís teve com Júlia na noite anterior.
“- Júlia, desculpe te incomodar de novo.
- Fala, pai.
- Da última vez que nos falamos, você disse que não esperava que eu traísse sua mãe, mas sim o contrário. Por que?
- Pai, não acredito que está desconfiado depois de ter feito isso com ela.
- Só me diga por quê.
- Ela tem saído com um amigo dela. Ele está sempre aqui. Têm chegado tarde e eu tive que ir buscar o Lucas e a Marcela na escola algumas vezes. É perto daqui, dá pra ir a pé, mas é caminho dela. Fiquei meio desconfiada, principalmente com ela dizendo o tempo todo que o casamento estava em crise, me preparando pra uma separação. Mas agora vejo que era só encanação minha, afinal era você quem a traía.
- É, talvez seja só encanação sua mesmo. Desculpe por perguntar. É só isso. Te amo, Jú. Manda um beijo pros seus irmãos.
- Tá, tá. Tchau.”

Rita estava branca em sua cadeira.
- Acho que isso prova tudo, não? – disse Ricardo. – A senhora já pode ser processada pelo monte de mentiras ditas na última reunião, vai querer mesmo continuar negando?
Rita torceu o rosto e olhou Luís Pedro com ódio.
- Ok. Sim, eu o traía.
José Henrique desviou o olhar, envergonhado.
- Ótimo. Agora vamos à correção da repartição de bens. A justa causa foi negada, e mais que isso, inverteu-se. Luís Pedro tem o direito de processar Rita por calúnia, difamação e por mentir sob juramento. Ou podemos fazer um acordo: 100% dos bens ficam em poder de Luís.
Rita olhou para o próprio advogado, perguntando-se o que fazer.
Mas Luís interrompeu o silêncio.
- Não quero 100% dos bens, não se preocupe. A metade já está bom pra mim. Só quero ver meus filhos.
- A guarda dos filhos ficará com Rita, como manda a legislação brasileira. – disse Rodrigo – Mas podemos fazer um acordo.
- Aos finais de semana, eles ficam com o pai. – sugeriu o advogado de Luís.
- Não. – ele negou – Eles estão em Brasília agora, estudando. Não tem como eu vê-los, e ela vai acabar morando sempre com eles. Quero apenas que passem as férias comigo. Acho que isso daria, no total, o mesmo tempo de me verem todo fim de semana.
- Tudo bem para a senhora? – perguntou Ricardo.
- Tudo. – respondeu, mau humorada.
- Então é isso. Reunião encerrada. Os papéis finais do divórcio saem em trinta dias.

Luís novamente saiu antes de todos. Agradeceu Maria pela ajuda e disse que lhe daria carona em breve. Antes precisava falar com Rita. Tinha algumas coisas a acertar.
Ela deu a entender que não queria falar com ele. Mas o professor insistiu e segurou seu braço. Rita avisou à José que logo iria e parou para olhar nos olhos do ex-marido.
- Desde quando, Rita?
- Não sei, desde o ano passado, sei lá.
- Eu te amei todo esse tempo.
- Mas jogou tudo fora no fim.
- Quando te traí pela primeira vez, ainda te amava. Quando me traiu pela primeira vez, já não me amava há tempos.
- Isso diminui seu crime? Posso te processar por pedofilia!
- Vamos parar com essa brincadeira de processar. Mentir sob juramento também dá cadeia. Quer mesmo que nossos filhos tenham pai e mãe presidiários?
- Por que não exigiu todos os bens?
- Pra quê? Não quero. Tem bem muito maior do que isso. E o maior deles, que é uma família, já perdi há muito tempo. Só não tinha percebido ainda.
Ela baixou a cabeça.
- Você não contou à Júlia sobre minha traição, mesmo sabendo dela. Obrigada, prometo que vou contar.
Ele fez que não com a cabeça.
- Se eu quisesse que ela soubesse, teria eu mesmo contado. Não quero que ela saiba sobre você. Pelo menos um dos pais tem que prestar. Pelo menos um tem que manter o exemplo. Gostaria que fosse eu, mas deixo isso com você. Só espero que saiba disfarçar melhor, ela estava desconfiando de você.
Rita ficou envergonhada. Era o mínimo, depois de fazê-lo se passar por destruidor de lares frente a filha.
- Tudo bem. Acho que é isso.
- Pode ficar com a casa, tenho o apartamento e já comecei a comprar coisas pra ele.
- Certo. Obrigada.
Os dois se despediram com um beijo no rosto. Luís Pedro achou que fosse ser mais difícil dizer adeus à sua esposa. Mas agora o contato com ela já era tão frio que só a lembrança de Sabrina já lhe causava muito mais emoções do que uma noite inteira com Rita.
E agora mais um desafio pela frente. Os pais da menina.

4 comentários:

Anônimo disse...

gostei do q aconteceu...bem feito pra rita

soh ñ gostei q a história já está no fim :(

Anônimo disse...

gostei do capitulo
bjs.........

Anônimo disse...

meninas, mesmo o livro estando acabado, ñ a a possibilidade d haver uma continuidade, ou até uma história tão boa qto essa?

Anônimo disse...

ahh gente td que é bom dura pouco kkk mas sério, to louca pra ver esse luís com os pais da sabrina! *-*