Atenção: o seguinte capítulo contém cenas consideradas impróprias para menores de 18 e pessoas que não gostam desse tipo de coisas. As cenas impróprias estarão em itálico, e assim se você for de menor ou não gostar disso, não precisa ler. A história ainda fará sentido.
A porta abriu e seu som ecoou pela casa vazia. Luís pôde sentir o cheiro da comida pronta. Estava faminto. Há dias não comia bem.
- As facilidades de se ter uma empregada! - disse ele enquanto arrumava a mesa e puxava para a cozinha outra cadeira. Um mês e ele já não se lembrava de como era ter companhia para jantar.
Enquanto isso, Sabrina entretinha-se olhando a imensa parede de fotos da sala. Viu fotos de Luís e a esposa, seu filhos,achando graça ao reparar que Luís tinha uma filha adolescente,que tivesse talvez sua idade.”Garota de sorte”,pensou ela, e logo completou “ou não” e riu com o pensamento que passou por sua cabeça.
- Essas fotos são atuais? - Perguntou, a fim de quebrar o silêncio que havia se instaurado.
- São sim – respondeu ele – Mas as de baixo já têm mais de dez anos.
- Você continua igual – Sabrina disse admirada e acrescentou rindo – quer dizer,o tempo passa para todos né?- riu de novo.
Ele fez como se estivesse zangado, mas isso porque era de seu humor viver de piadas e ironias.
- Eu continuo impecável, não?
Se eu disse que sim, ganho mais nota?! - riu nervosa a garota, se condenado por achá-lo mais que impecável e pecaminoso.
- Fica quieta e vem comer vai – Luís Pedro sentou-se,levantando em seguida – sirva-se que aqui num é bandejão, não.
Sabrina foi até o fogão e começou a se servir. Luís abriu a geladeira e tirou de lá duas garrafas. Vinho e refrigerante. Tirou do armário duas taças e encheu-as. A de Sabrina claro, cheia de refrigerante.
- Sabia que eu sou maior de idade e posso beber? - fingiu um riso maléfico.
-Não tinha percebido, você parece ter 15 anos.
- Sério? Fico lisonjeado.
- Ahn,não...não é sério – a garota riu muito,curvando-se para a frente. Luís deu um tapa leve em suas costas.
O calor das mãos do professor contra seu corpo a fez suspirar. Assistiu-o dar um longo gole no vinho e acompanhou enquanto o líquido descia pela garganta. Engoliu em seco.
Comeram em silêncio. A garrafa esvaziava-se à medida que se passavam os minutos. Sabrina olhou para o relógio. Era quase nove horas. Pensava sobre ter dito à Luís que tinha de ir para casa às dez horas.
- Quer ajuda para lavar a louça?
- Ah,até gostaria – disse Luís enquanto tirava a mesa – mas amanhã a empregada lava tudo – deu um riso bobo. Tinha a pele levemente corada devido ao vinho. Percebeu ter perdido a força nos braços. Sabia que não conseguiria dirigir.
- Então Luís, logo você me leva de volta, tá? - disse a garota receosa.
- Sabrina eu.. Não vou conseguir dirigir assim. E sempre tem blitz policial no centro da cidade. Te chamarei um táxi.
- Tudo bem, pode ser. Não vejo a hora de tomar um banho! Estou morrendo de calor - Sabrina queria disfarçar, mas mil coisas passavam pela sua cabeça...
- Ah, pega um sorvete no freezer, enquanto fico aqui me recuperando. Ando fraco e velho demais para essa vida juvenil – riu, desabando no sofá.
Sabrina procurava pelo sorvete
– Desculpe ser intrometida, mas sua família está longe?
- Estão em Brasília. Minha mulher está trabalhando lá esse semestre – disse ele baixo,como que refletindo. Lembrou-se da esposa. Calou-se.
Sabrina voltou com o picolé. Viu enquanto Luís cobria os olhos com as mãos, num misto de raiva e tristeza. Ele abriu lentamente os olhos vermelhos e levemente inchados,dando de cara com o olhar inquieto da menina.
- O que te aflige? 'Tô' preocupada com você – disse ela, docemente
- Nada, quer dizer... minha esposa. - soltou ele com um grunhido.
- Ah... sei que não é da minha conta,mas você supera. É uma pessoa maravilhosa e querida por muita gente. Conte sempre comigo também – Sabrina o abraçou, recostando ligeiramente a cabeça do professor em seu peito, que arfava com a proximidade dos dois. Os seios da menina apareciam inocentemente sobre o decote de sua blusa, ficando na linha de visão de Luís.
Sabrina estava tão tensa que nem sentia mais o gosto do sorvete em sua boca. Terminou-o rapidamente. Ao passo que Luís aprofundava a cabeça na garota,abraçou - a pela cintura. Sabia que aquilo não era o mais correto, que tinha ido longe demais. Afinal,tinha convidado uma aluna para jantar e estava abraçado nela,consolando-se. Porém não se mexeu. Talvez estivesse alto demais, ainda sob efeito do vinho. Talvez só quisesse saber se era capaz de cometer alguma loucura. E ele era.
O mesmo acontecia com Sabrina. Sabia que tinha ido longe demais. Deveria ter ido para casa, não deveria ter aceito aquela carona...Onde estava com a cabeça? Ele era muito mais velho,casado,tinha idade de sobra para ser seu pai e era seu professor! Sentia sua consciência pesar...Tinha se mantido virgem mesmo quando tivera oportunidades,mas agora faltava força de vontade para isso. Perder a virgindade,para ela,era algo especial,com alguém especial. E se um professor de matemática em sua casa não fosse, ninguém mais seria. E quando esse professor é ninguém se não Luís Pedro, qualquer resistência seria inútil.
Luís levantou a cabeça lentamente e encarou os lábios de Sabrina. A garota tinha as faces vermelhas e respirava com dificuldade. Daquela distância era possível sentir o hálito quente do professor e o cheiro residual do álcool. Ele cobriu os lábios pálidos com seus próprios em um toque suave. Lambeu suavemente o local, sentindo o gosto do sorvete. O beijo foi lento e doce,e ambos não ousavam tomar atitudes severas.
Sabrina foi às alturas e não oferecia resistência. Queria muito aquilo e apenas deixava-se levar. Luís, percebendo isso, aumentou a intensidade do beijo e a força do abraço, como ninguém com menos de 30 anos de experiência faria.
Desceu a boca violentamente pelo pescoço da menina, percorrendo seu colo e chegando ao vale dos seios. Recuou. Começou a sentir-se mal pela situação e em um último resquício de sanidade, lembrando-se de que era um homem racional,esboçou sinais de desistência. Sabrina percebeu e não aprovava isso. Tinha ido longe demais para parar agora e nada a faria mudar de idéia.
Encostou Luís contra o sofá e continuou a beijá-lo. Desabotoou sua camisa, sentindo seu perfume direto da pele quente. A boca da garota percorria o caminho e sua língua teimava em provocar o professor. “Tenho que parar, tenho que...parar...tenho...” Luís lutava contra seus instintos,contra suas mãos que insistiam em empurrar a cabeça de Sabrina para baixo.
As mãos ansiosas de Sabrina desabotoaram a calça jeans do professor e desceram o zíper. Luís arfou,prendendo a respiração. A menina não tinha total certeza de como prosseguir. Mas ela tinha vontade e isso bastava. Passou a palma da mão por cima da cueca boxe e sorriu ao ouvi-lo dizer:
- Você não deveria estar procurando por este tipo de brincadeiras, menina...
Deixou escapar dos lábios a frase rouca e começou a rir baixo, calando-se de repente ao sentir sua cueca sendo baixada. Ficou ainda mais excitado ao ter a visão de Sabrina entre suas pernas… Aquela que até ontem era apenas a aluna sentada na frente da classe, que se mostrava uma criança agora se fazia mulher. Não tinha como resistir, não queria.
- Me diz se estiver fazendo errado, quero que seja perfeito.
Luís fechou os punhos e prendeu a respiração. Dezessete anos. A idade de sua filha. Mas era bom demais para pedir que parasse.
- Não está… fazendo nada de errado… eu é que estou…
Sabrina sorriu e continuou. As mãos deslizavam acompanhando sua boca. Ele tombou a cabeça para trás. Era um misto de prazer e culpa que tornavam tudo aquilo ainda melhor. Ela se esforçou para colocar tudo na boca, o que fez o professor revirar os olhos. Impressionante o que as jovens de hoje sabem.
Luís arfava se contendo. Em determinado momento o álcool o fez dar um leve sorriso. Segurou a cabeça da menina e a fazia descer e subir, ritmando seu movimento. Ela foi mais além e ousou ir mais rápido. O corpo quente do professor enchia sua boca. Sabrina então passou a usar a mão por todo comprimento, rapidamente, enquanto lambia a ponta.
Luís gemeu contido. Cerrou os dentes e fez sinal a ela que parasse.
- Sabri…Sabrina, pare… eu…
Podia ser a primeira vez que Sabrina fazia isso. Mas sabia exatamente do que Luís tentava lhe privar. E ela realmente não se importava. Apenas continuou, cada vez mais rápido, mais forte. E assim num ligeiro gemido, sua boca se encheu de tal liquido que Sabrina jamais tinha provado até então.
Luís a levantou e a colocou em seu colo. Acariciou um dos seios enquanto lambia o outro. Ela o envolveu com as pernas e aquilo fez ele esquecer qualquer hipótese de não tê-la por inteiro.
Deitou-a no sofá quase a jogando. Sabrina tentou acariciar-lhe a face, mas ele imediatamente desceu e abriu seu jeans.
Ela corou, os pêlos da nuca se eriçaram. Estava envergonhada, tremia tensamente. O calor que se apoderava de seu corpo era enlouquecedor. Desejava o professor naquele momento, entre suas pernas, numa só matéria, unidos de forma inseparável, mas ainda assim era sua primeira vez, e o nervosismo também tomava parte naquele mar de sentimentos.
Luís a deixou de calcinha e voltou para lhe tirar a blusa. Deslizou o indicador delicadamente pelos seios, parando em especial nas pontas intumescidas. O corpo dela contorceu-se e ela fechou os olhos. Aquilo o fez pirar. Continuou deslizando o indicador por seu abdômen, descendo pela barriga, seguindo seu arrepio, até entrar em sua roupa íntima. Tudo isso olhando em seu rosto, para olhar cada espasmo de prazer da menina.
Ali, como um homem com muita experiência, brincou e a fez arquear em gemidos e contrações. Quando ele mesmo já estava tão excitado que chegava a doer, tirou-lhe a calcinha e se pôs entre suas pernas, penetrando-lhe.
Sabrina gemeu, desta vez não de prazer, mas de dor. Prendeu a respiração para suportar. Não esperava que fosse doer assim. Ele não sabia que era virgem, e por isso não tomou cuidado para que não sofresse. Só foi notar quando viu o sangue.
- Você… é…
Ela o calou com um beijo para que não se interrompesse. Em seguida o ajudou com movimentos de vai e vem, ainda que lhe doesse demais. Ele então continuou, dessa vez devagar, acariciando sua face, perdendo-se nos beijos. Usou os dedos para estimulá-la. Já que era pra ser o primeiro, que lhe desse uma primeira vez descente, como só sua experiência podia dar. Ela gemia intensamente, chamando seu nome. Seu corpo esquentava cada vez mais, a dor diminuía tão rápido quanto o prazer aumentava. Sabrina mordia o lábio e pressionava Luís contra seu corpo usando as pernas envoltas nele. O professor de matemática agora refutava uma lei da física: dois corpos podem sim ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo. Era uma lição que Sabrina tinha aprendido muito bem.
A intensidade dos movimentos aumentou com o tempo. Ele se moldava ao prazer dela, de forma que a garota acabou atingindo seu ápice ainda antes que o homem. Mais alguns movimentos fortes e ele se tirou de dentro de Sabrina e gozou novamente.
Os dois se ajeitaram de forma que ela deitasse sobre o peito dele. Ela estava cansada, suada, contente. Ele, no entanto, olhava para o teto pensativo. Havia uma garota de dezessete anos nua deitada em cima dele, em seu sofá. E uma aliança em seu dedo. Mas o álcool não o deixava pensar tão claramente. Claro, nada do que fez foi inconsciente. Não estava sujeito à bebida o suficiente pra botar a culpa no vinho pelo que fez.
- Você ainda tem que voltar pro apartamento. – ele disse.
- Tem razão. – ela concordou, apesar de sentir vontade de dormir ali, sobre ele. – Como faço?
- Vou chamar um taxi pra você.
Palavras tão frias… logo depois de tão terno ato…
- Certo. – concordou, desgostosa.
Os dois ficaram em silêncio um tempo. Até Luís pedir que se levantasse para que ele pudesse ligar para o taxi. A visão do corpo do professor fazia os hormônios da aluna pularem descontrolados.
Depois de um tempo vestiu a roupa e notou os olhos de Luís pairando sobre ela. Ainda havia sangue em sua perna, mas ela ignorou o fato.
- Você era virgem. – ele comentou.
- Sim.
- Ótimo. Faz eu me sentir muito melhor. – ironizou. – Achei que o tal Gustavo já tinha lhe feito o favor.
- Estava me guardando para alguém especial.
Luís tomou um choque com as palavras, mas não tiveram tempo de dizer mais nada, pois o taxi buzinou na porta.
- Acho que já vou indo. – ela se levantou, pegando suas coisas.
Ele a acompanhou até a porta, ainda meio tonto com as palavras. Foi lhe beijar a bochecha como despedida, mas ela beijou-lhe nos lábios, ternamente. Ele não recusou.
E assim ela foi embora, de volta para seu apartamento, onde, às duas da manhã, as amigas abriram a porta, desesperadas para saber onde Sabrina estava até então.
sábado, 2 de janeiro de 2010
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