quarta-feira, 31 de março de 2010

Cap.27 - Pedro

Eis aqui o último capítulo. Espero que aproveitem a leitura do final. Agradecemos muito mesmo os comentários e a atenção que nos deram! Adoramos que o blog sempre teve visitas e esperamos que tenham se divertido na leitura tanto quanto nos divertimos na elaboração da história. Bem, é isso. Comentem, opinem tanto sobre o final quanto sobre a história num geral, que os comentários serão lidos e levados muito em conta. E quem sabe em breve, se assim desejarem, colocaremos os dois contos paralelos!


Mais quatro anos se passaram.
Luís tinha 56 anos. Era meados de maio. O professor, agora aposentado, caminhava solitário na rua da escola. Tinha ido até lá buscar alguns documentos. Na mão direita ainda mantinha a aliança de compromisso. Pensava na última vez que recebera uma ligação de Sabrina. Fazia cinco dias já. Ela nunca ficou mais de dois dias sem telefonar, nos últimos seis anos. Pensara em ligar, mas tinha receio do marido dela atender. Ela mesmo dissera para esperar que ela ligasse. Estranho como a situação se reverteu, agora era ele quem não tinha nada a perder e ela quem tinha uma família da qual escondê-lo.
E foi assim, perdido em pensamentos que ele tomou o maior susto de sua vida.
Ao erguer a cabeça viu uma mulher. Sim, não era uma adolescente, uma criança, mas uma mulher. Alta, de cabelos pretos e pele muito clara. Andava decidida, sorrindo. Estava sozinha, aparentemente. Caminhava em sua direção. E antes que pudesse perceber, ela já o havia abraçado com força.
Sabrina agora era uma mulher casada, engenheira química. Arranjara um bom emprego numa multinacional localizada em Campinas. Estava longe de ser a mesma criança de tempos atrás. A vida a havia amadurecido bastante. Agora seu olhar era duro, de uma mulher de negócios. Tinha um sorriso mais leve nos lábios. Mas o abraço continuava o mesmo.
- Luís! Não acredito que te encontrei! Sabe quem eu sou, né?
Ele ainda estava meio atordoado, apesar de que o tempo havia sido bondoso com o professor. A idade aumentara, mas tudo que se notava eram alguns fios brancos.
- Claro que sei, Sabrina! – ele mal se agüentava de felicidade.
Não era como se não falasse com ela há tempos. Botavam o assunto em dia sempre, falara com ela há cinco dias.
- Então é por isso que não me ligou mais?
- Queria fazer uma surpresa.
- E o seu marido?
- Ah, tá em casa.
- Em São Paulo?
- Não, não. Mudei pra cá essa semana. Arranjei um emprego aqui.
- Entendo. Então poderemos nos ver agora?
- Se ainda quiser falar comigo…
- Claro que quero! Mal me contenho! Te ver depois de tanto tempo é… é fantástico. Você está simplesmente linda!
- E você continua o mesmo!
- Isso foi um elogio?
Ela riu bastante.
- Claro que foi.
Ele sorriu, mas o sorriso logo se desfez. Não tomou uma expressão triste, mas sim séria.
- Será que agora pode me dizer?
Ela pareceu perder o ar. O assunto realmente lhe pegou de surpresa. Mas era hora de dizer.
- Quer saber como meus pais descobriram?
- Isso.
Ela suspirou. A conversa dos dois, no entanto, foi interrompida por um garoto. Tinha cabelos pretos, olhos castanhos, uma criança. Tomava um sorvete azul. Parou ao lado de Sabrina e puxou sua blusa.
- Quem é esse, mãe?
O ar lhe faltou. Luís piscou os olhos algumas vezes para que tudo voltasse aos eixos, caso contrário ia desmaiar.
Sabrina pegou o garoto no colo.
- Bem, sabe como é. – ela disse, constrangida – Minha mãe notou que minha barriga estava crescendo e…
Luís ficou sem fala. Começou a gesticular e apontar o garoto.
- Ele tem seis anos, se é o que quer saber. – ela disse.
Seu peito subia e descia. Passou a mão no rosto e deu duas voltas em torno de si mesmo.
- Que moço estranho, mãe. – disse o menino.
- Ele é amigo da mamãe. Luís, venha cá, para de rodar e vem dar oi pro Pedro.
Luís tinha lágrimas nos olhos. Olhou pra ela, olhou pra linda criança, foi até eles e o carregou.
- Oi, Pedro. Tudo bem?
- Olá. Seu nome é Luís?
- Isso. Luís Pedro.
- Sério?! Nossa, mãe, não é o nome que a senhora disse que é do papai de verdade?

O que aconteceu depois, cabe à imaginação de cada um, mas vale dizer que tudo depois disso na vida de Sabrina… foram rosas.

FIM! (ou não)

7 comentários:

Anônimo disse...

vou ser sincera.

/essefinalfoimuitofriio.
/prontoesculachei. ;-;

Anônimo disse...

eu naum entendi na da do q aconteceu , algumas das autoras poderia me explicar o q foi isso

Anônimo disse...

neeeem eu kkk

Anônimo disse...

Gente eu amei a estória! Apoixonei no Luiz...

Anônimo disse...

Como o final foi frio? Gente é a vida! Você acha que seria diferente, que seria facil? Tem gente que engravida, sabia? E na situação deles... Fico imaginando que eu no lugar da Sabrina estaria em maus lençóis... O final é completamente entendivel e inusitado! Parabéns!

Ivan Marinho de Souza disse...

Muito boa a história, mas o final acabou sendo previsível. Parabéns.

http://eriolmala.blog.uol.com.br/

Anônimo disse...

Qdo vcs vão colocar as novas histórias?