quarta-feira, 24 de março de 2010

Cap. 25 - Separação

Gritaria.
-Tem certeza de que isso é o melhor mãe?
-Tem outra opção ? Você fez o que fez. Não se pode esconder algo desse tamanho! Devia ter pensando antes!
-Mas eu amo ele.
-E eu amo você e seu pai.
-Você sabe o que vai acontecer.

22 de Novembro. Sábado. Casa de Sabrina.
-Eu ainda sou sua filha! - Sabrina estava encostada em posição quase fetal num canto da parede da sala – Não me trate feito lixo!
-Você tem noção de que jogou seu futuro no lixo?
-O quê? Por quê? Ele é um homem como os outros, melhor ainda! O que meu futuro tem com isso?
-Você não vai mais pra Unicamp e ponto final!
-Como assim? Seu exagerado!
-Agradeça enquanto não meti a mão na sua cara! Mas não é na sua cara que quero bater!
-Pára pai, por favor – A menina gritava olhando para o telefone nas mãos de seu pai.
-Disca o número dele aqui!
-Eu que vou falar pai.
-Disca logo! - o homem se sentou, sentindo uma dor no peito devido ao extremo estresse.
Depois de alguns segundos, Sabrina pôde ouvir a voz de seu amado do outro lado da linha.
-Diga meu amor – a voz era doce, suave, e a menina sentiu-se sufocada pela própria dor.
-Luís, meus pais...eles...sabem de tudo.
-O quê? Como? - O coração parecia ter parado de bater por alguns instantes. Sentou-se evitando que as pernas não o sustentassem e ele caísse.
-Eles sabem e perguntar... - Sabrina foi interrompida pela mão forte de seu pai, que arrancava-lhe o telefone das mãos.
-Seu pedófilo! Seu sujo, criminoso! Como eu pude trazer um rato imundo como você pra dentro da minha casa!
-Olha eu...
-Não quero nem ouvir a sua voz! Você nunca mais vai vê-la, seu maldito destruidor de famílias... E ainda disse que tinha uma filha da idade da minha? Você ia gostar se eu estivesse dormindo com ela?! Seu ridículo!
-Senhor, eu...- Luís Pedro ouviu o som do telefone sendo desligado. Pensou rapidamente em ir de carro até a casa de Sabrina, mas desistiu. Ficou sem forças para tomar qualquer atitude e acabou se jogando no sofá. As mãos cobriram-lhe os olhos e vieram as lágrimas, a tristeza. Depois o ódio, a inconformação, a culpa. Caminhou até o banheiro e abriu o pequeno armário.
De lá, tirou dois comprimidos brancos e engoliu-os a seco. Deitou na cama e não viu mais nada naquela noite.

3 comentários:

Anônimo disse...

Não faz sentido esse capitulo.
Como os pais descobriram?

Jaqueline Rosa disse...

imaginação, criatura ¬¬ - faz sentido sim, apesar dos poucos detalhes. eu amei, mas eh um capitulo tenso. parece que o pai dela vai matar o cara, mas adorei a aprte que ele flo 'vc ia gostar sr eu dormisse com a sua filha?' kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
beeijoos, e POSTEM MAIS!! *--*

Anônimo disse...

tbm achei q ñ fez sentido