quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Cap. 14 - Os sete

De novo partes itálicas proibidas pra menores.

Mais uma quinta-feira que chegava ao fim. Ou apenas começava.
O que antes parecia egoísmo por parte dele, incoerência, sede por sexo, começara a tomar forma. Ou apenas estava sendo deixado de lado. Ao entrar novamente no pequeno kitnet, esqueceu-se de tudo. O fantasma da esposa já não mais o assombrava, nem a culpa, nem o sentimento criminoso. Se ela o queria, que mal havia de ter? Assédio é que não era. Sabrina e o professor aproveitaram da ausência do porteiro do prédio para passarem despercebidos. E naquele momento, boca contra boca, peito contra peito, nada disse realmente importava. Foi Sabrina quem interrompeu.
- Volto já, preciso ir ao banheiro.
- Ok, te espero aqui - dizendo isso, Luís Pedro caminhou para o quarto e jogou-se na cama. Ficou pensando na confiança exagerada que os jovens têm em seus amigos. Afinal, a menina tinha contado sobre a noite que tiveram para a amiga sem pensar na possibilidade de que aquilo vazasse. E Pâmela, talvez por culpa, talvez apenas coincidência, depois de uma longa conversa com a amiga companheira de quarto, resolveu voltar mais cedo para a casa dos pais.
Luís ficou então a imaginar o que a garota fazia no banheiro, e resolveu criar um pequeno clima. Romantismo não era seu forte, por assim dizer, mas suas habilidades poéticas, além do fato de ser um homem charmoso e sedutor, poderiam contribuir para que aquela noite fosse de fato especial.
Caminhou até o oposto do quarto, passando por uma penteadeira. Pegou um hidratante suave qualquer e levou consigo. Apagou a luz e acendeu um pequeno abajur, descalçando os sapatos e abrindo os botões da camisa. Sabia que a menina se derreteria com agrados como este, mas desejava agradá-la,mais do que nas outras vezes.
Qual foi sua surpresa ao ouvir o ranger da porta do banheiro e,virando-se,teve uma visão no mínimo encantadora. Sabrina usava uma camisola rendada transparente,sem roupas íntimas. O cabelo caído sobre o rosto de forma a cobrir-lhe levemente os olhos e os lábios cobertos por um batom vermelho intenso. Tudo isso dava-lhe um aspecto maduro e ela mais do que nunca queria parecer uma mulher.

Olhou ao redor,encarando o quarto coberto pela penumbra. A meia luz escondia o vermelho que subiu-lhes às faces ao perceber a atitude de Luís e mais do que isso,a sua própria. Aproximou-se lentamente dele e, começou a passar os dedos pelo tórax nu,não sendo capaz de aproximar-se mais. Ele então enlaçou-a pela cintura e a beijou. Um beijo mais doce que o pretendido. Corrigiu sua postura ao virá-la de costas e morder sua nuca ,derrubando-a na cama. Ela endureceu seu corpo,como se algo a incomodasse.
- Relaxa,não confia em mim? - Sussurrou Luís ao ouvido de Sabrina. Colocou uma porção do hidratante nas mãos e começou a espalhá-lo pelos ombros da garota,descendo com firmeza para as costas,nádegas,coxas,e voltando aos ombros. Abaixou as alças da camisola da aluna e continuou com a massagem. Sabrina achava aquilo tudo surreal. Como um homem de quase 50 anos podia ter tanta paixão? Se antes achava-se entregue,agora estava rendida. Faltavam-lhe forças pra qualquer coisa e os pensamentos eram sempre interrompidos pelo cheiro penetrante vindo do corpo de Luís Pedro.
O professor interrompeu as carícias,virando a menina de barriga para cima. Encarava-a nos olhos e ambos não eram capazes de fechar seus próprios olhos. A camisola de Sabrina caída sob sua cintura logo foi ao chão e,talvez pela primeira vez,o professor teve uma vista completa do corpo alvo da aluna. Abraçou-a,surpreendendo com o gesto. Apesar do abraço,tocou-a intensamente logo após este,com a intenção de deixa-lá pronta para o sexo.
- Posso tentar uma coisa? -disse a menina,num gesto quase inocente,que muito lembrava a aluna da sala de aula,com a voz entrecortada por gemidos.
- Tente ué. É um jogo de dois.

Sabrina colocou-se por cima do professor e tirou-lhe a camisa,beijando-o apaixonadamente. Podia perceber sua excitação e não quis perder tempo. Logo o par de jeans escuros também estava no chão. A menina tocava Luís,colocando-se sobre ele e por vezes,beijava-lhe a região da virilha. A cueca branca logo não era mais um empecilho e repousava ao chão. Luís Pedro foi guiado por Sabrina até estar dentro de seu corpo. Um gemido em tom grave ecoou pelo kitnet quando esta soltou seu peso,antes de começar os movimentos de vai-e-vem por conta própria. Ela se sentia confiante o bastante para ritmar as investidas durante o ato. Percebeu quando a pressão que o professor exercia sob seus pulsos aumentou e logo,a situação inverteu-se. Era novamente Luís quem estava no comando e se antes ele a encarava nos olhos em tom sereno,agora tinha os dentes cerrados pelo desejo e os olhos quase fechados.
Colocou as pernas da menina sob seus ombros sem interromper a penetração. Continuava a empurrá-la com a força de seus quadris e qualquer pensamento concreto agora inexistia. Sabrina experimentava certa profundidade que somente aquela experiência de Luís poderia oferecer. Mordia os próprios lábios e já não continha mais os gemidos e as palavras desconexas que pronunciava. Desta vez ele quem chegou ao clímax primeiro e não se preocupou em sair de dentro da menina,pois esta havia dito sobre estar tomando pílula. Sabrina por sua vez não tardou ao atingir seu próprio ápice. Os dois permaneceram estáticos por incontáveis segundos,absortos em seus próprios pensamento. Ou talvez fosse apenas preguiça de separar seus corpos.



Durante a semana Luís levou Sabrina pra casa na terça, na quarta e na quinta. Luís pensou da seguinte forma: mantê-la longe só lhe causava mais desejo, só piorava tudo. Então, quanto mais tivesse de Sabrina, menos iria querê-la. A lógica estava até correta, mas não foi assim que as coisas aconteceram.
Porque quanto mais Luís tinha Sabrina, mais queria Sabrina.
E quanto mais tempo Sabrina passava com o professor, mais saudade sentia dele quando estavam longe.
Um olhar era tudo que bastava para que toda uma conversa fosse trocada ente eles. As noites juntas foram melhorando com o tempo, os dois já combinavam perfeitamente. Passavam horas conversando, filosofando, rindo. Tinham até pequenas discussões que pareciam demais com as de casais. Sabrina estava nas nuvens, e Luís não podia reclamar de sua vida.
Pareciam até namorados…
Para Sabrina não tinha diferença nenhuma entre namorar e a relação que tinha com o professor. Pra ele, meramente porque definiram assim, era apenas sexo. Mesmo que demonstrasse preocupação com ela, mesmo que sentisse falta da menina, mesmo que ansiasse revê-la todos os dias, mesmo que sentisse a vida clarear toda vez que a via pela manhã, mesmo que acariciasse seus cabelos enquanto ela dormia ao seu lado…
Luís estava cego e apoiado no conforto daquela relação. Enquanto fosse apenas sexo estava tudo bem. Mesmo se condenando por dentro, era capaz de conviver melhor com a culpa de uma traição pela fraqueza da carne do que por perda do amor.
E quando sua mulher voltasse? Como seria? Perderia esse desejo carnal? Abandonaria Sabrina? Ela seria capaz de deixá-lo? Eram dúvidas nas quais ele não gostava de pensar, apesar de atormentá-lo todo santo dia. A culpa nunca o abandonou, mas como disse, cedo ou tarde aconteceria, e reprimir só causaria mais situações como a de semana passada. Não queria ver Sabrina com outro rapaz qualquer que poderia fazê-la sofrer. Ela não merecia isso. Era uma boa garota, inteligente, dedicada. E linda. Deus, como era linda.
O que mais o divertia eram as cenas que faziam na frente de todos, atuando como aluna e professor. Paravam no meio do corredor e ela começava a discutir sobre nota. Ele sorria, feito bobo, dizendo que era ela quem devia estudar mais. Então fazia qualquer piada. Conversavam sobre o tempo, sobre o almoço, sobre as aulas, só pra que pudessem se olhar nos olhos na frente dos outros, sem se preocuparem. A conversa não existia na verdade. Tudo era apenas troca de olhares. E ele aguardava ansioso por tais momentos. E, ao invés de saciá-lo, a presença de Sabrina o fazia pedir que ela fosse até sua casa novamente.
E assim foi durante a semana.
Até que na sexta-feira, Luís acordou. Claro que já sabia. Era inteligente, muito mais inteligente que a maioria das pessoas. Ele sabia sim, entendia desse tipo de coisa. Mas foi só na sexta que admitiu pra ele mesmo. E isso foi um passo muito importante, pois mudou toda sua visão das coisas, e viraria toda a história de cabeça pra baixo.
Luís Pedro estava gostando de Sabrina.

3 comentários:

Anônimo disse...

Ai gente...oq eu posso dizer...simplismente´perfeito...tem certeza q essa história ñ eh real...rsrsrsrs
Q homem maravilhoso...

Jaqueline Rosa disse...

UHUU, admitir é um belo começo. ;D adorando² ansiosa pelo próximo. Beeijos s2

Anônimo disse...

verdade, amei ele ter adimitido