O fim de semana foi tranqüilo. Sabrina e a amiga fizeram a tal faxina no sábado, e no domingo cada uma foi pra casa de seus pais. Pâmela enchera a menina de perguntas sobre o ocorrido de sexta-feira. Queria detalhes, não conseguia conter a empolgação, a curiosidade. Indagava-se se o professor era tão fácil assim.
Sabrina também não continha a empolgação. Queria que as horas voassem, para que ela pudesse ver Luís de novo. No coração estava a certeza de que queria mais, algo mais. Estava apaixonada, sim, talvez fosse só paixão mesmo. Mas a garota tinha a certeza de que o amava. E a vida estava perfeita para ela.
Chegou mais cedo no colégio na segunda de manhã. Só tinha aula às nove horas naquele dia e não tinha monitoria. Era o dia de dormir mais. Porém, Sabrina queria ver Luís Pedro o quanto antes e sete horas já estava por lá.
Vagou pela escola, sozinha, mas tinha uma leveza no andar, a face rosada e um sorriso bobo no rosto. Passou em frente a sala dos professores diversas vezes esperando encontrar o objeto de sua admiração. Mas nada.
Foi até a parte de fora do colégio, esperando ver o Vectra branco chegando e dele descer Luís. Estava de costas para o portão e não viu quando o próprio chegou, buzinando para que esta saísse do caminho e ele pudesse estacionar. Sabrina ficou surpresa, mas ao mesmo tempo feliz.
Esperou que ele descesse do carro e disse um “oi” tímido, corando em seguida. Reparou que o professor estava com a barba por fazer e tinha os olhos vermelhos como se não tivesse dormido na noite anterior.
- Ainda bem que te encontrei… - disse ele rapidamente.
- Que bom que acha, também estava…
- Precisava de alguém da sua sala que entrasse esse material para a prova. – interrompeu-a.
- Ah, claro… - Sabrina magoou-se muito. O coração chegou à sua boca e a vontade de vomitar foi intensa. Controlou-se e conseguiu proferir as palavras arrastadas.
- Obrigado – Disse Luís, antes de sair sem dizer mais nada nem olhar pra trás.
Sabrina correu atrás dele. Queria tomar a história a limpo. Tinha ido até aquele ponto para desistir? Não iria. O carinho que sentia por aquele homem ia além de atração física e joguinhos adolescentes.
- Professor, espera! Luís!
Luís parou e olhou para trás. Esperou a menina chegar até ele e não mudou a expressão ao olhar pra ela.
- Por que está agindo assim? Eu só queria saber o que achou de sexta, e…
- Sexta? sexta-feira não existiu, Sabrina. Esqueça, pois não vai te levar a nada. – disse ríspidamente.
- Como… como assim?
- Sou seu professor e cometi um erro. Nada mais.
- Então… pra você fui só um erro?
- O que mais seria? Olha a minha idade, você nem é de maior ainda! Eu sou casado e tenho uma filha da sua idade!
Os olhos de Sabrina começaram a marejar. Ele não demonstrava piedade. Ela não sabia o que dizer, estava em choque.
- Já tomou a pílula? – ele perguntou, baixo.
- Nã… não.
Ela sequer lembrou disso.
- Luís tirou do bolso uma cartela de remédio.
- Tome. Ainda está em tempo.
Sabrina pegou. Olhava para os olhos castanhos com enorme pesar. Ainda estava atônita, sem palavras.
Vendo que ela nada diria, virou as costas e saiu.
A garota correu até o banheiro, pôs-se a chorar descontroladamente. Como podia ter sido idiota de achar que ele pensava o mesmo dela? Claro que não, ele estava bêbado e triste por sua esposa estar longe. Agora sentia tanta vergonha… Mas tinha que dizer algo. Como seria daqui pra frente? Nunca mais teria aquela relação especial com ele? A partir de agora seria sempre a aluna e só a aluna? Precisava ao menos deixar claro o que sentia. Pedir que não fosse mais tão frio. Apenas a velha amizade, a mesma boa relação de professor e aluna já bastava. Afinal, não foi ela quem o seduziu. O que aconteceu não partiu apenas de um, mas do desejo mútuo. E se alguém tinha algo a perder com aquilo, com certeza era Sabrina, quem deu sua virgindade.
Não merecia ser tratada daquela forma. Não foi culpa dela.
Assim esperou o intervalo para ir até a sala dos professores. Lá dentro estava Luís e mais duas professoras.
- Luís Pedro? Posso falar com você um minuto?
- Achei que já tínhamos conversado.
- Esqueci de mencionar umas coisas.
O professor se levantou e a seguiu até lá fora,onde ninguém poderia ouvir,num canto.
- Não precisa me tratar assim. Eu já entendi seu ponto, tudo que quero é que...
- Tomou a pílula? - Interrompeu Luís
- Só quero que me trate como antes,já que faz questão de esquecer o que aconteceu.
- Tomou a pílula? - Insistiu Luís.
- Estou falando com você!
- Estou perguntando se tomou a pílula!
- De que interessa isso?!
- Como de que interessa? - Bradou Luís – A única coisa que me prende ao que aconteceu é isso. Depois que tomar a pílula o que resta da minha consciência estará limpo.
- Limpo? Está me tratando feito lixo! Pra você o que limpa sua consciência é eu não engravidar? Não muda nada o fato de que eu me entreguei a você,não muda que tenha sido minha primeira vez? Não muda nada que eu te ame?! - Chorou Sabrina
- Amar? - Rosnou Luís – O que você sabe sobre amar? Só tem 17 anos!Não diga besteira, menina. Não era eu quem estava sóbrio naquela noite,era você!
- Então só aconteceu porque estava bêbado? Só por isso?
- Exatamente! Porque mais haveria de acontecer?
- Se fosse qualquer uma no meu lugar...
- Teria acontecido a mesma coisa,a menos que a garota em questão tivesse um pouco mais de decência. Me impressiona que fosse virgem.
- Ah é? - O choro de tristeza virou choro de raiva – Acha então que foi o vinho? Acha então que não tem parcela de culpa?
- Se você soubesse como passei o fim de semana não viria falar de culpa pra mim.
- Vamos ver então se foi o vinho, Luís Pedro. Tenha uma ótima semana - E saiu.
sábado, 9 de janeiro de 2010
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5 comentários:
Fazia um tempão que eu não lia isso aqui! Tá ótimo *---*
Que raiva do Luís Pedro!
To amando a história... q cachorro o Luís Pedro... mas gostaria q eles ficassem juntos no final... ah coloca mais capítuloos... fico mto anciosa para ler!
ANA, e amiga que parece comigo Oo, DO CÉU! Impressionante! AMei, amei, devorei tudo de uma vez {como sempre fiz ocm suas histórias, neh ¬¬}. Me lembrou o tempo em que zuavamos os professores do Almeida e q flavamos q o Luiz era pedófilo xD tds as histórias, e aquele livro lá que nós (vc) escrevemos... xD amei! quero mais!
Beeijoos s2
ANA, e amiga que parece comigo Oo, DO CÉU! Impressionante! AMei, amei, devorei tudo de uma vez {como sempre fiz ocm suas histórias, neh ¬¬}. Me lembrou o tempo em que zuavamos os professores do Almeida e q flavamos q o Luiz era pedófilo xD tds as histórias, e aquele livro lá que nós (vc) escrevemos... xD amei! quero mais!
Beeijoos s2
ameeei! não consigo parar de ler nunca haha
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