sábado, 16 de janeiro de 2010

Capítulo 10 - Orgulho

Agradecemos imensamente os comentários, e pedimos que continuem dando sua opinião.


Sabrina a partir daquela conversa estava decidida a recuperar seu orgulho e mais do que isso, se divertir com a própria vingança, arquitetada milimetricamente. Ele iria perder a cabeça. E ela,mais do que assistir,iria causar tudo isso.
Naquele mesmo dia de segunda, Luís daria aula para a classe de Sabrina no fim do dia, depois da aula de educação física. Fazia considerável calor aquele dia e a classe jogava sob o Sol quente. Como de costume,depois da aula,as alunas tomavam banho no vestiário. Sabrina tomou o seu e,sabendo que teria aula de matemática, colocou shorts curto só de birra e foi para a sala, passando antes na cantina para comprar alguma cosia para comer.
Chegou à classe depois que o sinal já tinha batido e com isso não passou despercebida aos alunos e nem aos olhos castanhos do professor. Ela sentou-se na primeira certeira como de costume, ignorando a presença de Luís.
- Renata?
- Presente.
- Roberta?
- Aqui.
- Sabrina? - A garota olhava para trás conversando, enquanto tomava seu sorvete de creme,que havia comprado.
- Sabrina não está?
- Tenho certeza que você me viu, professor Luís. - Disse a menina virando para frente e encarando-o,colocando o sorvete na boca e tirando rápido,algumas vezes.
- Termine esse sorvete agora ou livre-se dele. Não deixo comer na aula,você bem sabe. - Luís disse com firmeza, ignorando o fato de que seus olhos recaíram sobre a pele branca das coxas nuas de Sabrina que sua roupa mal escondia.
- Calma, “prof”, já está no finzinho... - ao fim da frase,colocou o sorvete todo lentamente na boca e tirou o palitinho de lá em seguida, limpando com os dedos um pouco do líquido branco que escorria por um dos cantos de seus lábios quanto fitava Luís.
O professor ficou sem expressão por instantes. O sangue sumiu de suas faces, porém ele tentou ignorar o fato, desviando o olhar da cena que se passava diante de seus olhos. Se não fosse pela camiseta branca que ficara transparente, Luís não teria reparado no quanto a garota queria provocá-lo. E apesar de todo o esforço em manter-se são, passou alguns segundos perturbado. E outros minutos sentado.
Naquele dia Luís saiu da sala sem sequer olhar em seu rosto.

Terça-feira Sabrina não tinha aula com ele. Mas isso não impediria em nada sua vingança, suas provocações. O professor ainda passaria por ela algumas vezes no corredor e ela sabia perfeitamente o que fazer.
Ele saía da sala dos professores distraído. Foi quando uma professora o parou e os dois começaram a conversar. Sabrina aproveitou a deixa e passou por ele, “acidentalmente” derrubando uma moeda por perto. Abaixou-se bem em sua frente, de costas, quase encostando-se no professor. Teve certa dificuldade para apanhar a moeda, demorando-se.
Luís gaguejou falando com a professora. Deu um passo para trás tentando disfarçar, prosseguiu com a conversa até pedir licença e sair, quando Sabrina já havia ido. Parecia nervoso.

Quarta-feira. Luís já mal encarava Sabrina no corredor, com medo de qualquer outro ato por parte da garota. O que chegava a ser cômico para ela, pois seu plano efetivamente funcionava. Luís agora parecia um púbere perto dela.
Mas claro que seu plano estava apenas na metade, assim como a semana.
E na quarta-feira, Sabrina tinha aula de matemática.
Propositadamente, a menina vestiu um short digno de educação física, e uma regata branca com grande decote. Sabia que seus dotes encantavam o professor, e faria uso disso, sem dó.
Sentou-se na primeira fila, na primeira carteira, como sempre. Luís suspirou resignado ao ver a garota ali de novo. Sabia que aprontaria mais uma até o fim da aula. Seu sorriso indicava isso. Mas não se deixaria vencer. Mesmo que sua pele clara chamasse seus olhos, mesmo que suas pernas cruzadas estivessem ali, a um metro dele, mesmo assim não se deixaria levar. Afinal, não era mais um adolescente há muito tempo.
- Podem fazer os exercícios da página sessenta até sessenta e cinco. Quem tiver dúvidas, é só vir perguntar. – Ele avisou.
Sabrina levantou-se de imediato, puxou uma cadeira e sentou-se ao lado dele, antes que qualquer outro se aproximasse. Luís passou a mão pela face, como se esperasse qualquer ato da garota.
Mas não foi necessário que ela fizesse algo, seu decote fez tudo por ela. Apoiou-se na mesa ao lado do professor e fazia perguntas sobre os exercícios, ciente de que os olhos dele estavam parados na regata curta. Ele gaguejava para explicar. Claro que Luís, tendo tanto tempo como professor, já tinha se deparado com alunas bonitas com decotes. Mas Sabrina de alguma forma lhe encantava e lhe chamava a atenção de um jeito diferente. Realmente funcionava. Não sabia se era porque já tinha se deitado com ela, seja isso um bom motivo ou não, mas seus olhos pareciam ímãs para a pele da garota. Sabrina, de quem tinha tirado a virgindade. Sabrina, a garota de dezessete anos que lhe fazia corar como um púbere.
- Quando você vai parar com isso? – perguntou Luís, baixo, fingindo explicar qualquer coisa.
- Isso o que, professor? – fez-se de desentendida.
- Você sabe o que.
- Não, não sei… O que estou fazendo?
- Esse decote. – ele murmurou.
Sabrina riu.
- Decote? Tem pelo menos outras sete meninas com o mesmo decote que eu, por que eu justamente estou fazendo algo errado?
Luís bufou nervoso.
- Vai dizer que não derrubou a moeda ontem de propósito.
- Moeda? Que moeda?
- Não se faça de inocente, menina. Ontem você derrubou uma moeda na minha frente.
- E qual o problema nisso? Te incomodou?
- É melhor parar com essas coisas.
- Que coisas, professor? – indignou-se Sabrina – Agora até minha presença te incomoda? Não fiz nada que você possa me acusar, é tudo coisa da sua cabeça paranóica.
- Vai mesmo continuar fingindo?
- Professor, se eu quisesse te provocar da forma que você está falando, teria meios mais rápidos.
- Por exemplo?
Sabrina riu. Estava esperando essa oportunidade de desafio.
A mesa impediu qualquer pessoa de ver a mão de Sabrina deslizar pela perna do professor. Ele endireitou a coluna no mesmo instante, paralisado. Um único movimento para impedi-la e a classe notaria. Ficou em silêncio, engoliu em seco e olhou para os olhos claros da aluna.
- O que foi? Não acreditou que eu seria capaz?
- Pare com isso.
Sabrina sorriu e a mão deslizou mais para cima, em sua virilha. Dedos leves, caricia que fez o professor cerrar os dentes.
Ela se inclinou mais sobre a mesa, continuando com a mão enquanto apontava algo na apostila.
- E esse exercício, professor, como faço? O sete vai ficar elevado?
Ela riu quando ele a encarou com cara de “não é engraçado”.
- Ah, já está elevado. – ela acrescentou – Ah, sim. Entendi agora. Obrigada, professor. – e se levantou, sentando-se de volta em seu lugar, como se nada tivesse acontecido.
- Professor. – chamou uma das garotas, sentada num canto – Pode fazer o exercício sete na lousa?
Sabrina começou a rir descontroladamente em seu lugar.
- Já vou resolver, vai tentando. – pediu o professor, encarando Sabrina.


A aula terminou como qualquer outra e Luís estava visivelmente irritado, incomodado. Refletiu sobre o assunto e decidiu chamar Sabrina para ter uma conversa séria. Tinha que esclarecer aquilo tudo, deixar claro que tinha sido só uma noite, um erro. E a menina tinha que sair de sua vida logo, antes que fosse tarde demais.
Então na quinta-feira, tão logo a avistou, chamou para conversar. Procurou passar despercebido e como era horário de aula para a maioria das turmas, o grande corredor do subsolo do colégio estava vazio. Puxou Sabrina pelo braço e levou-a para um canto onde não pudessem ser vistos.
- Diga o que quer... Pensei que quisesse distância de mim. - a menina indagou-o com ar choroso, para que Luís tivesse pena.
- Não vai funcionar esse chorinho falso, você está é feliz com isso tudo. Se sente bem em ter feito alguém como eu perder a linha, ou pelo menos você acha que perdi.
- Olha, eu não quero que sofra, nem se torture com isso. Quanto antes você admitir que me quis e ainda me quer, melhor pra você,professor.
- Garota! Eu não quero. Se você acha que minhas respostas fisiológicas te provam algo, saiba que é involuntário. Pára com isso, você não vai ganhar nada.
- Claro. Eu já perdi tudo, ou melhor, você tirou. Agora não tem mais volta professor.
Dizendo isso, aproximou-se de Luís, ficando a poucos centímetros de distância dele e este tinha as costas contra a parede. Pegou-lhe as mãos e levou-as aos próprios seios, pressionado-as. Sabia que Luís não tiraria as mãos de lá e ele realmente não o fez. Ficou sem reação e quando deu por si, a menina beijava-lhe o pescoço e acariciava-lhe a cintura, por dentro de sua camiseta. O professor, com as mãos ainda nos seios da garota,apertava-os suavemente e parecia incapaz de impeli-la de qualquer cosia. Estava se rendendo. Inclinou-se para a garota com a intenção de beijá-la e não escondia mais o desejo de possuí-la de novo, perceptível sobre suas calças. Condenava-se por isso, mas não era capaz de parar. Foi Sabrina que o interrompeu.
- Você está sóbrio agora. Qual a desculpa esfarrapada dessa vez? - dizendo isso se afastou e saiu com um sorriso no rosto, deixando para trás um professor indignado e com raiva de si mesmo. E mais do que isso, um misto de ódio e desejo por aquela adolescente que tanto mexia com ele.

2 comentários:

Jaqueline Rosa disse...

Maravilhoso! Tudo fica imensamente mais interessante com uma pitada de travessura. xD Tortura psicológica é mesmo muuito divertiido! Hhahaha quero mais, mais, mais, mais, mais. Isso é viciante! ~pergunta tosca 1: porque o nome é Vermelho e Branco, exatamente?~ Beeijos ;*

Júlia disse...

HAHAHAHAHAHA adoreeei! A Sabrina arrasa!! :P "Qual a desculpa esfarrapada dessa vez?"